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Cabot lança desafio para sistema de monitoramento preditivo online
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Por meio do Programa de Inovação Aberta do Parque Tecnológico de Santo André, a Cabot Brasil, fabricante de materiais de desempenho e produtos químicos especiais com sede em Mauá, apresentou às instituições participantes do Parque Tecnológico de Santo André o desafio de desenvolver um novo sistema de monitoramento de equipamentos em campo, com avaliação preditiva por imagem, incluindo uso de drones. A iniciativa integra o pacote de desafios de inovação “Cofip Challenge – Processos químicos inteligentes e mais sustentáveis” e foi aceita pela startup Giply, de São Caetano do Sul.
A indústria química e petroquímica vem passando por um processo acelerado de transformação digital, com foco em eficiência operacional, segurança, manutenção inteligente e sustentabilidade. Nesse contexto, tecnologias como inteligência artificial, conectividade, análise de imagens, drones e monitoramento preditivo ganham papel estratégico para reduzir riscos, evitar paradas inesperadas e ampliar a confiabilidade das operações industriais.
Desafio
A Cabot Brasil, membro do Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC, o Cofip ABC, apresentou o desafio de criar um sistema de monitoramento de equipamentos em campo com avaliação preditiva de imagem.
A proposta busca utilizar tecnologia avançada e dados analíticos para prever e prevenir incidentes antes que eles ocorram. O monitoramento preditivo envolve a coleta contínua de informações e o uso de algoritmos para identificar padrões, tendências e potenciais riscos operacionais.
A Cabot já utiliza tecnologia semelhante em sua fábrica na Itália. No entanto, para a filial brasileira, a aquisição da solução no exterior teria custo elevado, em euros, além da dificuldade de contar com técnicos no país para aplicação e manutenção do sistema.
Segundo a empresa, um projeto de monitoramento preditivo por imagem adquirido internacionalmente poderia custar entre R$ 500 mil e R$ 800 mil.
Soluções
O desafio foi aceito pela startup Giply, de São Caetano do Sul, com o objetivo de desenvolver uma solução nacional para monitoramento preditivo online de equipamentos industriais.
A proposta prevê o uso de imagem, inclusive por drone, para apoiar a avaliação de equipamentos em campo, contribuindo para uma operação mais inteligente, segura e eficiente.
O sistema de monitoramento preditivo é fundamental para empresas que buscam melhorar seus resultados operacionais, pois permite aumentar a disponibilidade dos equipamentos, reduzir custos, gerar dados confiáveis para a gestão e antecipar possíveis falhas.
Um monitoramento confiável também contribui para reduzir paradas inesperadas, evitar danos em equipamentos, ampliar sua vida útil, diminuir o gasto energético, fortalecer a segurança e saúde dos colaboradores e minimizar impactos ambientais.
A decisão da Cabot Brasil de recorrer ao Programa de Inovação Aberta do Parque Tecnológico de Santo André considerou o acesso a universidades, especialistas e startups da região. A Cabot, com sede global em Boston, nos Estados Unidos, conta com dois centros de pesquisa nos EUA e um em Xangai, na China.
Resultados
O projeto está em execução e é financiado pela própria Cabot, com investimento total de R$ 184 mil.
A solução desenvolvida poderá ser replicada para outros associados do Cofip ABC, ampliando o impacto da iniciativa no Polo Petroquímico do Grande ABC.
O Cofip ABC representa 17 empresas das áreas de química, petroquímica e engarrafamento de gás liquefeito de petróleo, o GLP. Em 2021, a instituição apresentou cinco desafios dentro do programa de inovação aberta do Parque Tecnológico de Santo André, reunidos no “Cofip Challenge – Processos químicos inteligentes e mais sustentáveis”.
A ação teve como objetivo estabelecer processos colaborativos com universidades, empresas e startups para contribuir com a evolução dos procedimentos e das tecnologias aplicadas no Polo Petroquímico do Grande ABC.
Ao todo, foram lançados cinco desafios relacionados à transformação digital aplicada a processos químicos e suas operações, com foco em eficiência, ergonomia, segurança operacional, conectividade, inteligência artificial, realidade aumentada, manutenção e operações remotas assistidas.
Entre as empresas que apresentaram desafios nessa etapa estão Cabot Brasil, Braskem e Bandeirante Brazmo.
A iniciativa reforça o papel do Parque Tecnológico de Santo André como ambiente de articulação entre indústria, startups, universidades e instituições do ecossistema regional, conectando demandas reais do setor produtivo a soluções tecnológicas aplicadas, com potencial de gerar eficiência, segurança e sustentabilidade para a indústria do Grande ABC.